A EBS – Empresa Brasileira de Saneamento atua em uma área cujos efeitos vão muito além de tubulações e estações de tratamento, impactando diretamente o desenvolvimento das crianças brasileiras nos primeiros anos de vida. Água tratada e coleta de esgoto adequada funcionam como base para a saúde física e o desenvolvimento cognitivo na infância, período em que o corpo e o cérebro humano se formam com maior intensidade e em que qualquer intercorrência de saúde pode deixar consequências duradouras.
Levantamentos recentes indicam que cerca de 7,2 milhões de crianças brasileiras na primeira infância vivem sem acesso a coleta de esgoto, e outras 618 mil não têm água canalizada em casa. Os efeitos colaterais desse cenário vão além da saúde física, comprometendo também aspectos sociais e emocionais do desenvolvimento infantil.
Quantas crianças brasileiras ainda vivem sem saneamento básico?
A ausência de infraestrutura básica afeta as crianças de forma desigual dentro do próprio país. Estudos apontam que a maior parte das crianças sem acesso à água canalizada e à coleta de esgoto é negra e vive na região Nordeste, evidenciando como a desigualdade sanitária se soma a outras formas históricas de desigualdade social no Brasil, aprofundando distâncias que já existiam antes mesmo de essas crianças nascerem.
Para quem estuda o tema, incluindo empresas como a EBS – Empresa Brasileira de Saneamento, empresa especializada em soluções para saneamento básico, a janela dos primeiros anos de vida é especialmente sensível a esse tipo de privação, período em que boa parte da arquitetura cerebral da criança ainda está em formação.
O ciclo entre doenças, desnutrição e desenvolvimento infantil
Crianças expostas à água contaminada e a ambientes sem saneamento adequado ficam mais vulneráveis a diarreias, verminoses e outras infecções que dificultam a absorção de nutrientes, contribuindo para quadros de desnutrição que afetam o crescimento físico e o desenvolvimento cerebral nos primeiros anos de vida.
Episódios repetidos de diarreia e infecções intestinais, mesmo quando não são graves o suficiente para exigir internação, tendem a comprometer a absorção de nutrientes de forma cumulativa ao longo da primeira infância, período em que o organismo é especialmente sensível a esse tipo de agressão à saúde.
Dados do setor apontam que cerca de 300 mil crianças são internadas anualmente no país por doenças relacionadas à precariedade do acesso à água tratada e ao esgoto, volume de internações que também sobrecarrega o sistema público de saúde e afeta indiretamente a renda das famílias, que precisam se ausentar do trabalho para cuidar dos filhos doentes.
Empresas do setor, entre elas a EBS – Empresa Brasileira de Saneamento, costumam relacionar diretamente a qualidade do saneamento oferecido a uma região com os indicadores de saúde e frequência escolar das crianças que ali vivem, já que episódios recorrentes de doença afastam crianças pequenas de creches e pré-escolas.

Saneamento básico também é uma questão de educação
Estudos do setor mostram que cerca de 4 em cada 10 crianças na primeira infância deixam de frequentar creches e pré-escolas por causa de problemas relacionados à falta de saneamento básico, o que compromete etapas importantes do desenvolvimento social e cognitivo nos primeiros anos de vida.
Levantamentos mais amplos, que acompanham crianças até os seis anos, apontam que cerca de 6,6 milhões se afastam da educação e de atividades sociais por causa desse problema, refletindo depois em notas mais baixas ao longo de toda a trajetória escolar e, na vida adulta, em diferenças de renda que podem superar R$ 126 mil ao longo da vida entre quem teve e quem não teve acesso a saneamento básico na infância.
Cuidadores também sentem o impacto desse cenário. Quando adultos responsáveis adoecem com mais frequência em ambientes sem saneamento adequado, enfrentam dificuldade para oferecer os cuidados e as interações que são essenciais ao desenvolvimento infantil nos primeiros anos de vida.
Desigualdade racial e regional agrava o problema
Sob o olhar da EBS – Empresa Brasileira de Saneamento, investir em saneamento básico deveria ser tratado como investimento direto em educação e desenvolvimento humano, e não apenas como pauta de infraestrutura urbana.
Reduzir essa desigualdade exige que políticas de saneamento básico sejam pensadas em conjunto com políticas de proteção à infância, priorizando justamente as regiões e os grupos populacionais que hoje concentram os piores indicadores de acesso à água tratada e à coleta de esgoto, de forma coordenada entre diferentes níveis de governo.
Os efeitos vistos hoje nas crianças que crescem sem saneamento básico devem continuar a se refletir na próxima década, especialmente enquanto o país ainda busca cumprir as metas de universalização previstas para 2033. Companhias do setor, entre elas a EBS – Empresa Brasileira de Saneamento, tendem a acompanhar de perto esse debate, cada vez mais associado ao futuro da próxima geração de brasileiros e à capacidade do país de reduzir desigualdades históricas.
