UFT transforma perfumes apreendidos em desafio de inovação para estudantes

Redação Campus Notícias
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A Universidade Federal do Tocantins (UFT) lançou um desafio de extensão tecnológica que propõe transformar perfumes apreendidos em insumos para protótipos e produtos experimentais. A iniciativa é realizada em parceria com a Receita Federal e será coordenada pelo Câmpus de Gurupi, com participação da Agência de Inovação da universidade, a Inovato.

A proposta aproxima estudantes de graduação e pós-graduação de etapas comuns ao desenvolvimento de soluções inovadoras, como experimentação, elaboração de protótipos, documentação técnica e avaliação preliminar de modelos de negócio. O edital prevê a seleção de até cinco equipes, que deverão contar com orientação de docentes da UFT.

Como funciona o desafio de inovação da UFT

De acordo com a Universidade Federal do Tocantins, os grupos poderão propor soluções relacionadas a perfumaria, higiene, cosméticos, cuidados pessoais, aromatização de ambientes e bem-estar. Outras possibilidades também poderão ser consideradas, desde que tenham justificativa técnica e estejam alinhadas aos objetivos do desafio.

A organização das equipes poderá reunir diferentes áreas do conhecimento, um dos aspectos considerados no processo de seleção. O edital também prevê a análise da experiência acadêmica dos participantes, da aderência das áreas envolvidas e da integração entre estudantes de graduação e pós-graduação.

As inscrições estão previstas para o período de 21 a 27 de setembro de 2026. A execução dos projetos deverá ocorrer entre 1º de outubro e 1º de dezembro do mesmo ano. A apresentação final dos trabalhos está marcada para 2 de dezembro de 2026, conforme as informações divulgadas pela universidade.

Protótipos terão finalidade acadêmica e experimental

Além de desenvolver os protótipos, as equipes deverão entregar um relatório técnico e apresentar a documentação relacionada ao processo de criação. O conjunto de atividades busca registrar as escolhas feitas pelos estudantes, os procedimentos adotados e os resultados obtidos durante o desenvolvimento das propostas.

Os participantes também terão de elaborar um modelo de negócios Canvas. A ferramenta deverá reunir informações como público-alvo, proposta de valor, estratégia de comercialização e estimativas preliminares de custos e receitas. Com isso, o desafio combina pesquisa aplicada e empreendedorismo, sem deixar de lado a análise da viabilidade de uma eventual solução.

O Edital nº 67/2026 da Inovato estabelece que os produtos terão caráter exclusivamente experimental, acadêmico e demonstrativo. A participação no projeto não representa autorização automática para consumo, comercialização ou aplicação em seres humanos.

Segurança e inovação universitária

A restrição é importante porque o desenvolvimento de um protótipo não equivale à autorização para que ele seja utilizado como produto. Qualquer uso, comercialização ou aplicação dependeria do cumprimento das exigências sanitárias, ambientais e técnicas correspondentes. O edital, portanto, delimita a atividade dentro do ambiente acadêmico e experimental.

A iniciativa também evidencia uma possibilidade de reaproveitamento institucional de mercadorias apreendidas, direcionando esses materiais para atividades de pesquisa e formação. Para os estudantes, o desafio oferece contato com problemas concretos de desenvolvimento de produtos e com a necessidade de justificar tecnicamente cada etapa da proposta.

Ao envolver o Câmpus de Gurupi e a Inovato, a UFT estrutura a ação a partir da integração entre ensino, extensão, pesquisa aplicada e inovação. A participação de docentes e de estudantes em diferentes níveis de formação pode favorecer a troca de conhecimentos e a construção de soluções com perspectivas variadas.

Calendário e participação

A divulgação do desafio e do edital ocorreu em 21 de setembro de 2026. Os interessados devem observar as regras estabelecidas pela UFT e pela Inovato para a inscrição das equipes, incluindo os critérios de composição e seleção previstos no documento oficial.

O cronograma informado prevê pouco mais de dois meses entre o início da execução dos projetos e a apresentação final. Nesse período, os grupos deverão desenvolver as propostas, organizar os registros técnicos e preparar o modelo de negócios exigido. A apresentação de 2 de dezembro encerrará a etapa prevista no edital.

Com a iniciativa, a UFT transforma uma matéria-prima de origem incomum em ponto de partida para uma experiência de inovação universitária. O foco não está apenas no produto final, mas também no processo de pesquisa, na formação dos participantes, na avaliação de possibilidades e no respeito aos limites técnicos e regulatórios.

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